"O Trainspotting deste lado do mundo." — En perspectiva

"Quem cresceu nos anos 90 e continuou se divertindo depois da “década ganhada” se reconhecerá neste romance." — Playboy

"O romance essencial de uma geração." — Clarín

"A voz narrativa deste livro é uma obra-prima absoluta que merece ser saboreada." — Literaturbia 

 

“O problema é que a cabeça não aguenta, o ninja disse, e deu mais um trago. Enfim, se você for pensar, o maior problema é que a nossa geração é a primeira que está preocupada em viver bem. Nossos avós já fizeram o esforço de começar do zero, nossos pais ganharam o dinheiro, para a gente sobrou a procura da felicidade. Mas a gente nunca encontra, a professora disse. Não, o ninja disse, para a gente não sobrou nada.”

Assim os personagens de Electronica, aclamado romance de Enzo Maqueira que finalmente chega ao Brasil em edição da PONTOEDITA, falam sobre as perspectivas do mundo em que vivem. Este diálogo, no entanto, poderia acontecer entre muitos outros personagens da geração que passou as noites dos anos 2000 em baladas e raves sonhando com um mundo sem fronteiras, um continente integrado e um futuro próspero antes de darem de cara com uma realidade pejotizada, de perda de direitos e à beira de uma catástrofe climática. Afinal, como nos lembra Gaía Passarelli na intervenção artística que escreveu para a edição brasileira, “a vida agora é uma realidade de paixões inventadas, salários baixos, louça pra lavar, festas desinteressantes e longas noites piscando para mensagens não respondidas no WhatsApp”.

Em Electronica, a realidade da protagonista sem nome definida apenas por sua profissão (a professora) e de seu amigo, que o leitor também só conhece pelo apelido (o ninja), é composta por amizades esfareladas, empregos mal remunerados e amores que desassossegam. Os personagens convivem com angústia claustrofóbica que transborda na linguagem. Em alguns momentos, o leitor tem a sensação de estar diante de um videoclipe. Há passagens que lembram o acelerado Ray of Light, de Madonna, e o delirante Raspberry Swirl, de Tori Amos; outras, especialmente quando o autor explora a cisão do narrador, lembram o multifocal Hyperballad, de Björk, e o turvo The Wilhelm Scream, de James Blake.

A técnica narrativa empregada por Maqueira produz uma vertiginosa mudança de foco (muitas vezes na mesma frase) que deixa tudo meio embaçado. Narrado com o cinismo típico daqueles que cresceram na era da TV segmentada, vendo as grandes promessas se dissolverem como um episódio de Beavis and Butt-Head entre um videoclipe e outro (ou entre um videoclipe e outro no meio de um episódio de Beavis and Butt-Head), o livro de Maqueira foi chamado pela crítica de “o Trainspotting deste lado do mundo” (En perspectiva, Uruguai).

Lançado originalmente em 2014, o romance já vendeu mais de 10 mil cópias na Argentina.

 


Sobre o projeto gráfico

Criada pelo diretor de arte Luís Fernando Protásio a partir de fotografia de Andreia Zakime, a capa extrapola a ideia de aberração cromática para traduzir graficamente o efeito de dupla visão e a sensação de vertigem. A serigrafia com tinta fotoluminescente (que brilha no escuro) resgata o efeito da luz negra das discotecas ao mesmo tempo em que remete à cultura clubber dos anos 90/2000 e às tintas neon usadas nas grandes baladas eletrônicas dos anos 2010.

 

Este é o segundo livro de Enzo Maqueira editado pela PONTOEDITA. Em 2021 foi lançado Faça-se você mesmo.

Electronica é o livro nº 7 da PONTOEDITA. 

 

FICHA TÉCNICA

Título: Electronica AutorEnzo Maqueira Tradução e posfácio: Mauricio Tamboni Crônica de aberturaGaía Passarelli Capa: Luís Fernando Protásio & Andreia Zakime ISBN 978-65-991898-6-9 Dimensão: 20,5 x 13 Ano de publicação: 2022 Acabamento: capa dura com serigrafia com tinta fotoluminescente e fitilho de gorgurão Número de páginas: 192


 

Electronica — Enzo Maqueira

R$79,90
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"O Trainspotting deste lado do mundo." — En perspectiva

"Quem cresceu nos anos 90 e continuou se divertindo depois da “década ganhada” se reconhecerá neste romance." — Playboy

"O romance essencial de uma geração." — Clarín

"A voz narrativa deste livro é uma obra-prima absoluta que merece ser saboreada." — Literaturbia 

 

“O problema é que a cabeça não aguenta, o ninja disse, e deu mais um trago. Enfim, se você for pensar, o maior problema é que a nossa geração é a primeira que está preocupada em viver bem. Nossos avós já fizeram o esforço de começar do zero, nossos pais ganharam o dinheiro, para a gente sobrou a procura da felicidade. Mas a gente nunca encontra, a professora disse. Não, o ninja disse, para a gente não sobrou nada.”

Assim os personagens de Electronica, aclamado romance de Enzo Maqueira que finalmente chega ao Brasil em edição da PONTOEDITA, falam sobre as perspectivas do mundo em que vivem. Este diálogo, no entanto, poderia acontecer entre muitos outros personagens da geração que passou as noites dos anos 2000 em baladas e raves sonhando com um mundo sem fronteiras, um continente integrado e um futuro próspero antes de darem de cara com uma realidade pejotizada, de perda de direitos e à beira de uma catástrofe climática. Afinal, como nos lembra Gaía Passarelli na intervenção artística que escreveu para a edição brasileira, “a vida agora é uma realidade de paixões inventadas, salários baixos, louça pra lavar, festas desinteressantes e longas noites piscando para mensagens não respondidas no WhatsApp”.

Em Electronica, a realidade da protagonista sem nome definida apenas por sua profissão (a professora) e de seu amigo, que o leitor também só conhece pelo apelido (o ninja), é composta por amizades esfareladas, empregos mal remunerados e amores que desassossegam. Os personagens convivem com angústia claustrofóbica que transborda na linguagem. Em alguns momentos, o leitor tem a sensação de estar diante de um videoclipe. Há passagens que lembram o acelerado Ray of Light, de Madonna, e o delirante Raspberry Swirl, de Tori Amos; outras, especialmente quando o autor explora a cisão do narrador, lembram o multifocal Hyperballad, de Björk, e o turvo The Wilhelm Scream, de James Blake.

A técnica narrativa empregada por Maqueira produz uma vertiginosa mudança de foco (muitas vezes na mesma frase) que deixa tudo meio embaçado. Narrado com o cinismo típico daqueles que cresceram na era da TV segmentada, vendo as grandes promessas se dissolverem como um episódio de Beavis and Butt-Head entre um videoclipe e outro (ou entre um videoclipe e outro no meio de um episódio de Beavis and Butt-Head), o livro de Maqueira foi chamado pela crítica de “o Trainspotting deste lado do mundo” (En perspectiva, Uruguai).

Lançado originalmente em 2014, o romance já vendeu mais de 10 mil cópias na Argentina.

 


Sobre o projeto gráfico

Criada pelo diretor de arte Luís Fernando Protásio a partir de fotografia de Andreia Zakime, a capa extrapola a ideia de aberração cromática para traduzir graficamente o efeito de dupla visão e a sensação de vertigem. A serigrafia com tinta fotoluminescente (que brilha no escuro) resgata o efeito da luz negra das discotecas ao mesmo tempo em que remete à cultura clubber dos anos 90/2000 e às tintas neon usadas nas grandes baladas eletrônicas dos anos 2010.

 

Este é o segundo livro de Enzo Maqueira editado pela PONTOEDITA. Em 2021 foi lançado Faça-se você mesmo.

Electronica é o livro nº 7 da PONTOEDITA. 

 

FICHA TÉCNICA

Título: Electronica AutorEnzo Maqueira Tradução e posfácio: Mauricio Tamboni Crônica de aberturaGaía Passarelli Capa: Luís Fernando Protásio & Andreia Zakime ISBN 978-65-991898-6-9 Dimensão: 20,5 x 13 Ano de publicação: 2022 Acabamento: capa dura com serigrafia com tinta fotoluminescente e fitilho de gorgurão Número de páginas: 192